Arthur Castro. “Realismo e Anarquismo: constituindo pontes e diálogos sobre perspectiva prática”

 

Resumo: Neste artigo, originalmente publicado na Revista Espaço Livre, o autor discute a relação entre o realismo político e o anarquismo social, argumentando que, embora o realismo seja tradicionalmente associado a autores como Maquiavel, Hobbes, Carr e Morgenthau, e geralmente vinculado à direita conservadora, também é possível pensar um realismo radical de esquerda, voltado à transformação social. O texto sustenta que muitos anarquistas clássicos adotaram uma postura realista, defendendo reformas parciais e alianças táticas para avançar no projeto revolucionário, sem se limitar a utopias ou críticas abstratas. Essa estratégia incluía apoiar medidas estatais que limitassem o capitalismo, dialogar com partidos e até com setores do Estado, entendendo tais conquistas como avanços táticos, não como integração ao sistema. Em oposição ao antirrealismo, que aposta no boicote total às instituições, o realismo anarquista defende disputar poder para enfrentar o Estado e o capitalismo, sem aceitar teleologias deterministas, mas se guiando pela autodeterminação e pela crítica permanente à hierarquia.

 

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